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Mário da Cunha Brito, Patrono da Fundação

Mário da Cunha Brito, jovem natural de S. Pedro de Alva e filho de gente humilde, partiu para África em busca de fortuna, cheio de esperança no futuro, deixando para trás a mãe e uma irmãzita.
Foi assim, que um dia, nos alvores do século XX, um rapaz de 15 ou 16 anos, embarcou com outros, em idênticas condições, com destino a Angola.

Casou aos 22 anos de idade com a Sr.a D. Zenóbia Vieira de Brito, filha e neta de honrados colonos oriundos do Algarve, e de quem lhe nasceram dois filhos.
Com a ajuda de sua esposa, viu os negócios prosperarem a tal ponto que, dentro em pouco, se tornava sócio-gerente de uma das mais importantes empresas comerciais e agrícolas da fértil região de Novo Redondo e Amboim.

Apartando-se desta sociedade, fundou em 1929 na região de Novo Redondo e Amboim, a “Firma Mário Cunha Lda“. Nenhuma contrariedade ou insucesso conseguiu alguma vez arrefecer o seu entusiasmo.
Lançou-se na execução de um novo plano de trabalhos, investindo, todo o seu dinheiro em roças. As cotações dos produtos ultramarinos, entre as quais as do café, apresentavam-se baixas, com a crise que todo o mundo sofria.

Durante muitos anos, comprou e plantou quanto pôde. Algumas vezes, lastimando-se da atribulada vida que levava, ouviu de amigos recriminações azedas, mas reagindo, replicava sempre com este seu estribilho: "Deixem lá, descansem e não se aflijam; quando um dia o café vier a ter o dobro do preço actual, ficarei rico!".

Com grande espírito de sacrifício, vontade indómita de vencer, possuidor de grande inteligência e honestidade, prosperou e ficou rico. Não esquecendo as suas origens, Mário da Cunha Brito quis criar em S. Pedro de Alva uma obra de beneficência para dar assistência médica e social a toda a população da sua terra natal, na grande maioria pobre.

Contava 63 anos de idade quando este grande homem desapareceu sem conseguir realizar a obra com que tanto sonhava.

N.02/06/1890 F.04/12/1953